Norton Lenhart fala sobre o Turismo Mundial e a ameaça do virus influenza
Norton Lenhart, Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS), fala sobre a ameaça do virus influenza.
Recém chegado de Florianópolis, onde acompanhou os debates do Congresso do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), realizado na capital catarinense, Norton Lenhart, vice-presidente do Conselho Empresarial da Organização Mundial do Turismo (OMT), fala sobre a reunião que contou com a presença de grandes líderes mundiais, onde a gripe H1N1 teve destaque na pauta juntamente à crise econômica, e frisa que ainda é cedo para avaliar os impactos da gripe sobre o turismo.
Lenhart afirma que é fato a recessão econômica global produzir impactos negativos sobre o turismo brasileiro e mundial. No ano de 2008, as chegadas internacionais de turistas caíram cerca de 2% e, somente nos primeiros dois meses deste ano, foi registrado recuo de, aproximadamente, 8%, retornando aos patamares de 2007. Ao mesmo tempo, o influenza A (H1N1) já começa a afetar o setor e seu impacto sobre o turismo está sendo monitorado pela OMT, juntamente a Organização Mundial de Saúde (OMS), que é a principal agência das Nações Unidas nas matérias que se relacionam à saúde. É importante ressaltar que, até o momento, a OMS não impõe restrições às viagens internacionais.
As autoridades do governo mexicano preparam uma campanha para promover o país no exterior, garantindo que os destinos turísticos são seguros, rejeitando restrições impostas por alguns países, até mesmo, por seus produtos de exportação. E destaca que o turismo foi o setor mais afetado pelo vírus influenza no México. Por isso, o governo do país já disponibilizou, nos últimos dias, cerca de US$ 227 milhões para o transporte aéreo e mais US$ 151 milhões para restaurantes e centros de lazer, além de mais US$ 75 milhões disponibilizados com o objetivo de melhorar a imagem do país no exterior.
As projeções preliminares da OMT para o primeiro semestre de 2009 indicam uma continuação do crescimento negativo experimentado já nos últimos seis meses do ano passado. Os destinos ao redor do mundo, especialmente os mercados maduros, sofreram uma diminuição na demanda dos principais países emissores de turistas, com exceção da África e Américas do Sul e Central, onde os resultados foram positivos. Neste contexto, a OMT espera um declínio de 2% a 3% no turismo internacional no ano de 2009.
Esta pequena retração se deve à ação rápida de alguns países, que desenvolveram medidas de estímulo, através da criação de pacotes fiscais e monetários, visando à redução dos efeitos da crise no turismo, corroborando que o setor pode ser papel chave na recuperação econômica. Alguns destinos estão reduzindo impostos e estão facilitando a retirada de vistos, reconhecendo que, no momento, a adoção de medidas de incentivo ao setor é essencial para a recuperação econômica, finaliza Norton Lenhart.
O dirigente frisa que o turismo é um grande gerador de empregos e uma das melhores atividades para ajudar na recuperação econômica. E cita dados do próprio WTTC que, em 2008, o setor de turismo empregou 238,3 milhões de pessoas em todo o mundo – somente no Brasil foram 5,5 milhões de trabalhadores na atividade.
E afirma que os empresários do setor privado e os governos devem estar unidos e coesos para fortalecer o turismo mundial.
Lenhart é presidente da Federação Nacional de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (FNHRBS) e coordenador da Câmara Brasileira de Turismo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
Fonte:
Marcia Tuna - Jornalista FNHRBS
Foto: Emerson de Sousa






